sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
ÓTIMO SABER:TRATAMENTO DA ÁGUA SEM PRECISAR DE FILTRO!!!
Desinfecção solar da água
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Desinfecção solar da água ou SODIS (SOlar water DISinfection) é um método de desinfecção da água de baixo custo que utiliza o raios ultravioleta do sol e garrafas plásticas do tipo PET transparentes.1 Segundo trabalhos de pesquisa o método inativa as seguintes bactérias: Escherichia coli, Vibrio cholerae, Streptococcus faecalis, Pseudomonas aeruginosa, Shigella flexneri, Salmonella typhi, Salmonella enteritidis, Salmonella paratyphi e alguns vírus, tais como: bacteriófago f2, rotavírus, vírus da encefalomiocardite,2 3 e oocistos de Cryptosporidium SP.4Princípio
Foi demonstrado que a luz solar pode inativar alguns microorganismos causadores de diarreia em água não tratada. Três efeitos atribuidos à radiação contribuem para a inativação de microorganismos patogênicos:- UV-A - interfere diretamente com o metabolismo e destrói as estruturas celulares das bactérias.
- UV-A (320-400 nm) - reage com o oxigênio dissolvido na água e produz formas altamente reativas de oxigênio (radicais livres de oxigênio e peróxidos de hidrogênio), que acredita-se que causem danos aos patógenos.
- A radiação infravermelha aquece a água. Se a temperatura da água sobe acima de 50 °C, o processo de desinfecção é três vezes mais rápida.
Método
Notas e referências
- Desinfecção de efluentes com tratamento terciário utilizando energia solar (SODIS): avaliação do uso do dispositivo para concentração dos raios solares
- WEGELIN et al, 1994
- Paterniani e Silva 2005
- MÉNDEZ-HERMIDA et al, 2005
- Reed (1997)
Ligações externas
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
TELE-SENSACIONAL!!!!ULTRA-CULTURAL!!!
HÉLIO GUIMARÃES
FREE-LANCE PARA A FOLHA
O teleteatro voltou à Globo e abriu uma brecha no padrão de realismo cultivado pela emissora. O gênero, que praticamente desapareceu da TV, fez sua reestréia com "Uma Mulher Vestida de Sol", exibido na "Terça Nobre" anteontem.
A peça de Ariano Suassuna, com adaptação do próprio autor, apostou na sofisticação e na densidade do texto original.
A história do amor impossível entre Rosa (Teresa Seiblitz) e Francisco (Floriano Peixoto), se passa no sertão nordestino, mas todos os clichês regionalistas foram cuidadosamente abandonados.
Em vez das grandes paisagens do sertão, a adaptação optou por um cenário de elementos mínimos, composto de uma cerca/trincheira que sugeria a interdição do amor de Rosa e Francisco, filhos de dois inimigos mortais.
Outros elementos da paisagem e as indicações temporais do dia e da noite foram sugeridos por uma iluminação excelente. Um retângulo de luz projetado no chão, por exemplo, sugeria o aprisionamento de Rosa (Teresa Seiblitz) em seu destino trágico.
Até mesmo a tradicional tentativa de conferir realismo à ação com o sotaque nordestino-global foi abandonada pelo diretor Luiz Fernando Carvalho.
O trabalho de direção dos atores foi notável. A tensão dramática emanou das falas, e não dos maneirismos de dicção ou atuação. Uma ousadia e um golpe profundo no padrão cristalizado de optar pela caricatura na representação do "regional".
Manifestações folclóricas e populares ocuparam o primeiro plano, mas não eram apenas enfeite. Vocalistas e instrumentistas fizeram as vezes do coro, pontuando a ação dramática com cantigas e ladainhas nordestinas.
A revitalização do gênero teleteatral, no entanto, esbarrou num problema que foge ao controle do programa. Sua densidade teatral ficou prejudicada pelos frequentes intervalos comerciais. A história enxuta, interrompida a cada oito minutos, desconcentra o telespectador. Exibida em duas ou três partes, renderia muito mais.
Estão aí os impasses colocados: se o teleteatro ainda é possível na Globo e se Luiz Fernando Carvalho não é grande demais para a tela da emissora. Tomara que não.
Programa: "Uma Mulher Vestida de Sol", adaptado da obra de Ariano Suassuna
Direção: Luiz Fernando Carvalho
Adaptação: Ariano Suassuna
Elenco: Raul Cortez, Teresa Seiblitz, Floriano Peixoto, Linneu Moreira Dias, Ana Lúcia Torre, Miriam Pires
Trilha: Antônio Madureira
Fotografia: Dib Luft
Emissora: Globo
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
MINGAU DE CARIMÃ
Na ponto do lápis, o emprego da farinha de carimã na panificação pode beneficiar centenas de agricultores familiares responsáveis pela produção anual de 25 milhões de toneladas de mandioca em todo o Brasil.
Mas para que isto ocorra, o modo artesanal de obtenção da carimã precisa evoluir para o industrial, obtendo escala comercial e parâmetros de controle de qualidade. A Embrapa Acre tem trabalhado nestes aspectos e conseguiu chegar a um processo agroindustrial em que o rendimento da farinha de carimã alcança a taxa de 27% sobre o total de raízes processadas.
.O produto foi plenamente aprovado com índice de aceitação superior a 90%. Isto abre perspectivas de negócios a exemplo do que ocorre na Bahia, onde a Embrapa Mandioca e Fruticultura desenvolve ação similar com a fécula da mandioca e já conseguiu a adesão de 200 panificadoras.
Processo
Para obter a carimã, as raízes são descascadas, deixadas de molho em água limpa e expostas ao sol por quatro dias. Neste período, a mandioca amolece sob efeito da fermentação. As etapas seguintes são peneiragem, prensagem e secagem natural por mais quatro dias. Na panificação, basta substituir parte da farinha de trigo por carimã.
As populações tradicionais fazem a fermentação enterrando a mandioca na lama ou deixando-a imergida em águas paradas de açudes por até oito dias. Esta prática compromete a qualidade do produto e o rendimento passa a ser incerto. Daí a importância da pesquisa.
A carimã tem 80% de amido, além de ferro e fibras. A tecnologia surge num momento interessante, pois o país se prepara para pagar mais caro pela importação de trigo devido a falta do produto no mercado internacional. O pãozinho tradicional deve ter o preço corrigido em até 30%.
GRANDE ESCRITORA MINÊIRA,HUMILDE E GUERREIRA!!!
Carolina de Jesus
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
| Carolina de Jesus | |
|---|---|
| Nacionalidade | |
| Data de nascimento | 14 de março de 1914 |
| Local de nascimento | Sacramento |
| Data de morte | 13 de fevereiro de 1977 (62 anos) |
| Local de morte | São Paulo |
| Obra(s) de destaque | Quarto de Despejo |
Carolina Maria de Jesus nasceu em Minas Gerais, numa comunidade rural onde seus pais eram meeiros. Filha ilegítima de um homem casado, foi tratada como pária durante toda a infância, e sua personalidade agressiva contribuiu para os momentos difíceis pelos quais passou. Aos sete anos, a mãe de Carolina forçou-a a frequentar a escola depois que a esposa de um rico fazendeiro decidiu pagar os estudos dela e de outras crianças pobres do bairro. Carolina parou de frequentar a escola no segundo ano, mas aprendeu a ler e a escrever.
A mãe de Carolina tinha dois filhos ilegítimos, o que ocasionou sua expulsão da Igreja Católica quando ainda era jovem. No entanto, ao longo da vida, ela foi uma católica devota, mesmo nunca tendo sido readmitida na congregação. Em seu diário, Carolina muitas vezes faz referências religiosas.
Em 1937, sua mãe morreu, e ela se viu impelida a migrar para a metrópole de São Paulo. Carolina construiu sua própria casa, usando madeira, lata, papelão e qualquer coisa que pudesse encontrar. Ela saía todas as noites para coletar papel, a fim de conseguir dinheiro para sustentar a família. Quando encontrava revistas e cadernos antigos, guardava-os para escrever em suas folhas. Começou a escrever sobre seu dia-a-dia, sobre como era morar na favela. Isto aborrecia seus vizinhos, que não eram alfabetizados, e por isso se sentiam desconfortáveis por vê-la sempre escrevendo, ainda mais sobre eles.
Teve vários envolvimentos amorosos quando jovem, mas sempre se recusou a casar-se, por ter presenciado muitos casos de violência doméstica. Preferiu permanecer solteira. Cada um dos seus três filhos era de um pai diferente, sendo um deles um homem rico e branco. Em seu diário, ela detalha o cotidiano dos moradores da favela e, sem rodeios, descreve os fatos políticos e sociais que via. Ela escreve sobre como a pobreza e o desespero podem levar pessoas boas a trair seus princípios simplesmente para assim conseguir comida para si e suas famílias.
Histórico
O diário de Carolina Maria de Jesus foi publicado em agosto de 1960. Ela foi descoberta pelo jornalista Audálio Dantas, em abril de 1958. Dantas cobria a abertura de um pequeno parque municipal. Imediatamente após a cerimônia uma gangue de rua chegou e reivindicou a área, perseguindo as crianças. Dantas viu Carolina de pé na beira do local gritando "Saiam ou eu vou colocar vocês no meu livro!" Os intrusos partiram. Dantas perguntou o que ela queria dizer com aquilo. Ela se mostrou tímida no início, mas levou-o até o seu barraco e mostrou-lhe tudo. Ele pediu uma amostra pequena e correu para o jornal. A história de Carolina "eletrizou a cidade" e, em 1960, Quarto de despejo, foi publicado.A tiragem inicial de dez mil exemplares se esgotou em uma semana (segundo a Wikipédia em inglês, foram trinta mil cópias vendidas nos primeiros três dias). Embora escrito na linguagem simples e deselegante de uma pessoa sem muita instrução, seu diário foi traduzido para treze idiomas e tornou-se um best-seller na América do Norte e na Europa. Mas não foram somente fama e publicidade que Carolina ganhou com a publicação de seu diário: despertou também o desprezo e a hostilidade de seus vizinhos. "Você escreveu coisas ruins sobre mim, você fez pior do que eu fiz", gritou um vizinho bêbado. Chamavam-a de prostituta negra, que havia se tornado rica por escrever sobre a favela, mas que se recusava a compartilhar o dinheiro. Muitas pessoas jogavam pedras e penicos cheios nela e em seus filhos. A raiva dos vizinhos também teria sido motivada pela mudança de endereço de Carolina, para uma casa de tijolos nos subúrbios, o que foi possível com os ganhos iniciais da publicação de seu diário. Vizinhos se juntaram ao redor do caminhão e não a deixavam partir.
A filha de Carolina, Vera, contou, em entrevista, que sua mãe aspirava a se tornar cantora e atriz. 1
Pobre e esquecida, Carolina Maria de Jesus morreu em 1977, de insuficiência respiratória, aos 62 anos.2
Livros publicados
- Quarto de despejo (1960)
- Casa de Alvenaria (1961)
- Pedaços de fome (1963)
- Provérbios (1963)
Publicação póstuma
- Diário de Bitita (1982)
- Onde Estaes Felicidade (2014)3
Referências
- Toque musical. Carolina Maria de Jesus – Quarto de Despejo (1961)
- The Cautionary Tale Of Carolina Maria De Jesus. Latin American Research Review, volume 29, n° 1, pp 55-84
- Evento em São Paulo homenageia a escritora Carolina Maria de Jesus. Folha de S.Paulo, 12 de novembro de 2014
- Estrela misteriosa. Folha de S.Paulo, 8 de novembro de 2014
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