sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Uma popular e antológica escritora mineira!

Carolina de Jesus

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Carolina de Jesus
Carolina Maria de Jesus autografa seu livro Quarto de Despejo, em 1960.
Nome completoCarolina Maria de Jesus
Nascimento14 de março de 1914
Sacramento, MG
Morte13 de fevereiro de 1977 (62 anos)
São Paulo, SP
Nacionalidadebrasileira
Magnum opusQuarto de Despejo
Assinatura
Firma de Carolina Maria de Jesus.jpg
Página oficial
Vida por escrito
Carolina Maria de Jesus (Sacramento, 14 de março de 1914 — São Paulo, 13 de fevereiro de 1977) foi uma escritora brasileira, conhecida por seu livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada publicado em 1960.
Carolina de Jesus foi uma das primeiras escritoras negras do Brasil e é considerada uma das mais importantes escritoras do país.[1] A autora viveu boa parte de sua vida na favela do Canindé, na zona norte de São Paulo, sustentando a si mesma e seus três filhos como catadora de papéis. Em 1958, tem seu diário publicado sob o nome Quarto de Despejo, com auxílio do jornalista Audálio Dantas. O livro fez um enorme sucesso e chegou a ser traduzido para catorze línguas.
Carolina de Jesus era também compositora e poetisa. Sua obra permanece objeto de diversos estudos, tanto no Brasil quanto no exterior.

Vida[editar | editar código-fonte]

Juventude[editar | editar código-fonte]

Carolina Maria de Jesus nasceu em 14 de março de 1914, na cidade de Sacramento, em Minas Gerais,[2][3] numa comunidade rural, de pais analfabetos.[4] Era filha ilegítima de um homem casado e foi maltratada durante toda sua infância.[5] Aos sete anos, sua mãe a obrigou a frequentar a escola, depois que a esposa de um rico fazendeiro decidiu pagar seus estudos,[5] mas ela interrompeu o curso no segundo ano, tendo já conseguido aprender a ler e a escrever e desenvolvido o gosto pela leitura.[4]

Mudança para a favela do Canindé[editar | editar código-fonte]

Em 1937, sua mãe morreu e ela se viu impelida a migrar para a metrópole de São Paulo.[5] Carolina construiu sua própria casa, usando madeira, lata, papelão e qualquer material que pudesse encontrar. Saía todas as noites para coletar papel, a fim de conseguir dinheiro para sustentar a família.[5]
Em 1947, aos 33 anos, desempregada e grávida, Carolina instalou-se na extinta favela do Canindé, na zona norte de São Paulo[4] — num momento em que surgiam na cidade as primeiras favelas — cujo contingente de moradores estava em torno de cinquenta mil.[2] Ao chegar à cidade, conseguiu emprego na casa do notório cardiologista Euryclides de Jesus Zerbini, médico precursor da cirurgia de coração no Brasil, o que permitia a Carolina ler os livros de sua biblioteca nos dias de folga. Em 1948, deu à luz seu primeiro filho, João José. Teve ainda mais dois filhos: José Carlos e Vera Eunice, nascidos em 1949 e 1953 respectivamente.[4]
Ao mesmo tempo em que trabalhava como catadora, registrava o cotidiano da comunidade onde morava nos cadernos que encontrava no material que recolhia, que somavam mais de vinte. Um destes cadernos, um diário que havia começado em 1955, deu origem a seu livro mais famoso, Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, publicado em 1960.[3]

Publicação de Quarto de Despejo[editar | editar código-fonte]

Publicado em 1960, a tiragem inicial de Quarto de Despejo foi de dez mil exemplares e esgotou-se em uma semana.[6] Desde sua publicação, a obra vendeu mais de um milhão de exemplares e foi traduzida para catorze línguas, tornando-se um dos livros brasileiros mais conhecidos no exterior.[6] Depois da publicação, Carolina teve de lidar com a raiva e inveja de seus vizinhos, que a acusaram de ter colocado suas vidas no livro sem autorização.[6] A autora relatou que muitos dos moradores da favela chegaram a jogar, nela e em seus três filhos, os conteúdos de seus penicos. Carolina definiu a favela como "tétrica", "recanto dos vencidos" e "depósito dos incultos que não sabem contar nem o dinheiro da esmola."[3][6]
O professor da USP Ricardo Alexino Ferreira caracterizou a escrita de Carolina como "direta, nua e crua, mas, ao mesmo tempo, suave."[6]
Após o lançamento, seguiram-se três edições, com um total de cem mil exemplares vendidos, tradução para treze idiomas e publicados em mais de quarenta países.

Publicação de Quarto de Despejo nos EUA[editar | editar código-fonte]

Em 1962, Quarto de Despejo foi publicado nos Estados Unidos pela editora E. P. Dutton com o título Child of the Dark. No ano seguinte, como parte da coleção Mentor, a tradução ganhou uma edição de bolso, publicada primeiro pela New American Library, depois pela Penguin USA.[7] Segundo o autor Robert Levine, somente das vendas desta edição, que totalizaram mais de trezentas mil cópias nos EUA, Carolina e sua família deveriam ter recebido, pelo contrato original, mais de cento e cinquenta mil dólares.[7] Contudo, não foi encontrado indício algum de que ela tenha recebido sequer uma pequena parte disto.[7]

Pagamento de direitos autorais das traduções[editar | editar código-fonte]

Em março de 1961, uma reportagem afirmou que a publicação de Quarto de Despejo havia rendido a Carolina seis milhões de cruzeiros em direitos autorais, contudo a quantia exata variava, de acordo com a reportagem.[8] É certo que Carolina tinha direito a dez por cento do preço de venda das traduções, com trinta por cento de sua parte reservada a Audálio Dantas; ela recebia pequenos pagamentos em dólares das editoras estadunidenses, mas, por força do contrato original, não podia autorizar traduções de sua obra: este direito fora cedido à editora Paulo de Azevedo, uma filial da editora Francisco Alves.[8]

Saída da favela[editar | editar código-fonte]


Carolina Maria de Jesus, 1960. Arquivo Nacional.
Depois da publicação de Quarto de Despejo, Carolina mudou-se para Santana, bairro de classe média, na zona norte de São Paulo.[6] Em 1963, publicou, por conta própria, o romance Pedaços de Fome e o livro Provérbios.[3] Posteriormente, em 1969, Carolina acumulou dinheiro suficiente para se mudar de Santana para Parelheiros, uma região árida da Zona Sul de São Paulo, no pé de uma colina.[8]Próxima de casas ricas, local de algumas das habitações mais pobres do subúrbio da cidade, com impostos e preços menores, era lá que Carolina esperava encontrar solitude.[8] Parelheiros se caracterizava por fortes contrastes entre ricos e pobres: grandes casarões ao lado de barracos, que, via de regra, surgiam em vales, onde o ar era poluído pelas indústrias da região do Grande ABC.[8] Embora pobre, Parelheiros era o mais próximo que Carolina poderia chegar do interior de sua infância sem deixar São Paulo e suas escolas públicas, para as quais seus filhos iam de ônibus.[8] Agora passando boa parte de seu tempo sozinha, lia o jornal e plantava milho e hortaliças, apesar de reclamar que seus esforços de jardinagem rendessem tanto quanto custassem.[9]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Carolina nunca quis se casar para não ter que ser submissa aos homens. Manteve diversos relacionamentos afetivos ao longo da vida, tendo sido pedida em casamento por alguns namorados, mas nunca aceitou. Suas três gravidezes não foram planejadas, e foram frutos de relacionamentos diferentes.[6] Seu primeiro filho era fruto de seu namoro com um marinheiro português, que era muito ciumento e a abandonou grávida; o segundo filho é oriundo de seu relacionamento com um comerciante espanhol, com quem ela terminou o relacionamento por conta das traições dele. Sua terceira filha foi fruto de seu namoro com um empresário brasileiro, cujo término se deu devido às agressões e humilhações que sofria.[10]
Seus três filhos nasceram de parto normal, na cidade de São Paulo. As crianças desde cedo apegaram-se aos livros por influência da mãe, e todos frequentaram escolas públicas. Carolina registrou e criou seus filhos sozinha. Para sustentá-los, além de escrever e vender livros, fazia coleta de materiais recicláveis, realizava faxinas, lavava roupas para fora e dava aulas em casa, de alfabetização.[11]
A filha de Carolina, Vera Eunice, tornou-se professora e contou em entrevista que sua mãe aspirava a se tornar cantora e atriz.[12]

Morte[editar | editar código-fonte]

Carolina de Jesus morreu aos 62 anos em seu quarto, em Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo, no dia 13 de fevereiro de 1977. Foi vítima de uma crise de insuficiência respiratória, devido a asma, doença que carregava desde seu nascimento, e que apesar de realizar tratamento, havia se agravado.[13]

Legado[editar | editar código-fonte]

Em 1977, foi publicada postumamente a obra Diário de Bitita, com recordações da infância e da juventude.[3] Em 1982, publicou-se Um Brasil para Brasileiros.[3] Em 1996, Meu Estranho Diário e Antologia Pessoal.[3] Em 2014, as pesquisadoras Raffaella Fernandez e Maria Nilda de Carvalho Motta organizaram a coletânea Onde Estaes Felicidade, que trouxe textos originais da autora e sete ensaios sobre sua obra e, em 2018, lançaram Meu sonho é escrever – Contos inéditos e outros escritos, com narrativas da autora.[14][6]
A pesquisadora Raffaella Fernandez organizou o material inédito deixado por Carolina de Jesus em 58 cadernos que somam 5 000 páginas de textos: são sete romances, sessenta textos curtos e cem poemas, além de quatro peças de teatro e de doze letras para marchas de carnaval.[15]
Dos livros escritos acerca da autora, destacam-se Cinderela negra: a saga de Carolina Maria de Jesus (1994), de José Carlos Meihy e Robert Levine; Muito Bem, Carolina!: Biografia de Carolina Maria de Jesus (2007), de Eliana Moura de Castro e Marília Novais de Mata Machado; Carolina Maria de Jesus - Uma Escritora Improvável (2009), de Joel Rufino dos Santos; A Vida Escrita de Carolina Maria de Jesus, de Elzira Divina Perpétua; [16] e Carolina: uma biografia (2018) de Tom Farias). [17]
Em 2014, como resultado do Projeto Vida por Escrito - Organização, classificação e preparação do inventário do arquivo de Carolina Maria de Jesus, contemplado com o Prêmio Funarte de Arte Negra, foi lançado o Portal Biobibliográfico de Carolina Maria de Jesus e, em 2015, foi lançado o livro Vida por Escrito - Guia do Acervo de Carolina Maria de Jesus, organizado por Sergio Barcellos. O projeto mapeou todo o material da escritora, que passou a ser custodiado por diversas instituições, dentre elas: Biblioteca Nacional, Instituto Moreira Salles, Museu Afro Brasil, Arquivo Público Municipal de Sacramento e Acervo de Escritores Mineiros (UFMG).[carece de fontes]

Lista de obras[editar | editar código-fonte]

Póstumas[editar | editar código-fonte]

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Como proceder contra mentiras!

Fui caluniado, como faço para processar?


A calúnia é um crime contra a honra, que, além de multa, pode significar a prisão do autor. Veja como proceder se você foi caluniado, já que danos à reputação são passíveis de indenização.

23 Mar 2017 Delitos criminais - Leitura: 2 min.                 
A calúnia faz parte dos crimes contra a honra, como previsto no Código Penal. É o ato de acusar uma pessoa de um crime sem haja provas de que ela realmente cometeu a infração. Do mesmo modo, agir de má fé, ou seja, inventar uma mentira sobre um crime para prejudicar alguém também é entendido como ação caluniosa.
Não há dúvidas de que a calúnia é um ato que pode trazer sérios danos à reputação da vítima e prejudicá-la tanto socialmente, como emocionalmente. Por isso, se você foi caluniado ou conhece alguém que sofreu o crime, saiba que tem amparo da Lei e, além de denunciar o acusador, pode entrar com um processo contra ele.
Para isso, profissionais do direito explicam que o primeiro passo é juntar todas as provas possíveis, como mensagens de celular, gravações e também testemunhas. Em seguida, é indicado que a vítima da calúnia procure uma delegacia e registre um Boletim de Ocorrência (BO). Há ainda a opção de ajuizar uma ação no Juizado de Pequenas Causas (JEC).
Vale lembrar que é importante que você entre em contato com um advogado especializado em casos de calúnia. O profissional irá lhe orientar sobre como agir, assim como também estudar quais outras medidas podem ser tomadas.
Esse tipo de crime costuma envolver ainda processos de danos morais para reparar os prejuízoscausados à vitima. Ademais, o autor da calúnia corre o risco de ser condenado de seis a dois anos de reclusão. A pessoa que espalha a calúnia também está cometendo um ato ilegal e pode ser punida.
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Calúnia na Internet é crime
Ao contrário do que alguns pensam, a Internet não é uma "terra sem leis". Caluniar uma pessoa nasredes sociais, sites ou aplicativos de bate-papo também é considerado crime.
Quando isso ocorrer, a orientação é que a vítima salve as conversas, e-mails e realize uma captura da tela (print screen). Tudo isso serve como prova e será usado para processar o autor da calúnia.
As diferenças entre os crimes contra a honra
Além da calúnia, a difamação e a injúria também são considerados crimes contra a honra. No entanto, é preciso entender que há diferenças entre eles:
  • Calúnia: é o ato de acusar alguém de um crime sem ter provas ou inventar uma história para prejudicar a vítima, como afirmar que ela foi responsável por roubar um objeto, por exemplo.
  • Difamação: trata-se de espalhar um fato que prejudique a reputação da vítima. É dizer para outros que sua vizinha é traída pelo marido (mesmo que isso seja verdade), por exemplo. O fato de ela ser traída não dá a ninguém o direito de difundir o tema. Além de multa, a difamação pode render prisão de 3 meses a 1 ano.
  • Injúria: é o popular xingamento, é ofender a pessoa com palavras de baixo calão. Pode ocorrer de maneira verbal ou escrita. Quando a ofensa é motivada por religião, raça ou etnia, por exemplo, o crime é caracterizado como injúria discriminatória. A punição prevista é de multa e reclusão de 1 a 6 meses.
Você foi caluniado e gostaria de opiniões sobre como agir? Então entre em contato com um advogado especializado em casos de calúnia!
Fonte: https://www.mundoadvogados.com.br/artigos/fui-caluniado-como-faco-para-processar

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Y LOVE YOU,DANIELLA PEREZ!!!

PARA SEMPRE RESSUSCITADA EM NOSSAS LEMBRANÇAS!!!AMAMOS PARA SEMPRE,VOCẼ!!!DE SEUS AMADOS PERPÉTUOS!INESQUECÍVEL DANIELLA!!!PARA SEMPRE DANIELLA!



Resultado de imagem para fotos de daniella perez vestida de virgem maria especial do Roberto Carlos

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Pelas causas dos animais!

Mercy For Animals tem casa nova! 
 
 
Olá, Gente!

Neste mês de Julho, temos muito orgulho de anunciar que estamos abrindo nosso novo escritório em São Paulo. Com pouco menos de três anos de atuação no país, hoje temos vinte pessoas trabalhando em tempo integral em nossas diversas frentes de atuação e mais de mil voluntários capacitados em todo o país.

Esse novo escritório me dá dois motivos enormes para estar completamente orgulhoso. Primeiro, porque a Mercy For Animals está dando um passo enorme no país com um espaço super estruturado para auxiliar em todas as nossas frentes de atuação. E segundo, por que esse nosso passo também é um passo enorme para todo o movimento de proteção animal no Brasil. Você, que está conosco desde o início do nosso trabalho, também deve ter imenso orgulho em fazer parte disso.

Você tem estado conosco desde o início, quando a Mercy For Animals iniciou suas atividades no Brasil e começou a trabalhar com vários programas que iriam mudar o futuro de centenas de milhares de animais que são explorados todos os dias pela indústria dos produtos de origem animal.

Ter um escritório não significa apenas um local que nos represente. Significa que estamos crescendo, expandindo, aumentando a equipe, criando novos programas e impactando a vida de muito mais animais. Neste mesmo mês, nós também chegamos a marca de 500 doadores! São 500 pessoas que acreditaram no trabalho realizado pela Mercy For Animals, que decidiram nos ajudar e nos apoiar. São 500 pessoas que sabem que todo esforço faz a diferença para muitos animais que hoje estão sofrendo nas fazendas industriais e matadouros em todo o país.

Estamos promovendo grandes mudanças positivas para os animais e promovendo o Veganismo em larga escala para que haja cada vez menos sofrimento para os mais vulneráveis do planeta e você pode nos ajudar a continuar mudando a realidade deles. Escolha deixar os produtos de origem animal fora do seu prato. Nós te ajudamos com essa escolha, um dia de cada vez. Baixe aqui nosso Guia Vegetariano gratuitamente.

Apoie o trabalho da Mercy For Animals fazendo uma doação e se juntar aos 500 apoiadores que já estão conosco!
 
QUERO AJUDAR A MFA BRASIL!
 
 
 
 
Lucas Alvarenga
 
Pelos animais,
Lucas Alvarenga
Vice-Presidente, Brasil
Mercy For Animals
 
 
 
f      Insta      You Tube
 
 
 
AVENIDA PAULISTA, 1765 | CONJ. 72 BOX 8188 | SÃO PAULO (SP)

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Homem de Deus

David Martins Miranda

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Davíd Martins de Miranda
David Martins Miranda em sua igreja, a Igreja Pentecostal Deus É Amor.
Nascimento 4 de julho de 1936
Reserva, Paraná
Morte 21 de fevereiro de 2015 (78 anos)
Nacionalidade  Brasil
Cônjuge Ereni Oliveira Miranda
Filho(s) Davíd Miranda Filho, Daniel Miranda, Débora Miranda de Almeida e Léia Oliveira Miranda
Ocupação Missionário Pentecostal / Pastor Evangélico Pentecostal
Filiação Roberto Miranda Ribeiro e Anália Miranda
Davíd Martins de Miranda (Reserva, 4 de julho de 1936 — São Paulo, 21 de fevereiro de 2015) foi um pastor evangélico pentecostal,[1] fundador da denominação evangélica brasileira Igreja Pentecostal Deus é Amor (IPDA), em 1962.[2][3]

Biografia

Filho do agricultor Roberto Martins de Miranda e da dona de casa Anália Miranda, David Miranda mudou-se do Paraná para São Paulo em abril de 1958, ainda jovem. Converteu-se ao pentecostalismo em 6 de Julho de 1958 na Igreja Cristã Pentecostal Maravilhas de Jesus, dirigida na época pelo Pr. Leonel Silva.
Até o final da década de 1960, a grande maioria das igrejas pentecostais eram radicalmente contrárias à política, ao divórcio, à televisão e outras práticas, porém muitos destes costumes foram abolidos e práticas modernas passaram a ser aceitas. Não conformado, David Miranda fundou um ministério em 1962, no bairro de Vila Maria, mudando-se posteriormente para a baixada do Glicério.[4] O nome: Igreja Pentecostal Deus é Amor, segundo conta o Missionário em sua autobiografia, foi revelado pelo próprio Deus numa madrugada de oração.
Casou-se em 12 de Junho de 1965, com Ereni Oliveira de Miranda, com quem teve 4 filhos: Pr. David Miranda Filho, Daniel Miranda, e as Cantoras Débora Miranda de Almeida e Léia Miranda.
Em 1979 David Miranda adquiriu o terreno que hoje abriga a Sede Mundial da IPDA, inaugurado em janeiro de 2004 e denominado O Templo da Glória de Deus, em uma área de 70 mil metros quadrados, com capacidade total para 60.000 pessoas sentadas, reconhecido como um dos maiores Templos Evangélicos do Mundo, perdendo para o Grande Templo Assembleia de Deus em Cuiabá, que tem capacidade para 80 mil pessoas sentadas.
David Miranda faleceu às 23h45 do dia 21 de fevereiro de 2015, aos 78 anos de idade, vítima de infarto.[5]
O velório foi nos dias 22, 23 e 24 de fevereiro, no Templo da Glória de Deus e o sepultamento no Cemitério Jardim Horto Florestal, na Zona Norte de São Paulo.